segunda-feira, 14 de abril de 2008

Timothy McVeigh e a pena de morte nos EUA


Timothy McVeigh recebeu medalhas de mérito por ter sido um soldado modelo da Guerra do Golfe. Mais tarde resolveu vingar-se do mesmo Governo que o condecorou.

Em 1988 encorporou o Exército norte-americano onde rapidamente se tornou líder. Amante das armas de fogo, vivia segundo a filosofia "sobrevivencialista", acumulando bens de primeira necessidade e armas.

De regresso aos EUA defende a seita Davidiana de Waco, cercada pelo FBI. O "bunker" foi incendado e os membros da seita morreram, conduzindo McVeigh à vingança do Governo. A 19 de Abril de 1995, dois anos após o massacre d Waco, Timothy McVeigh coloca três toneladas de explosivos no interior do edifício Afred P. Murrah de Oklahoma, onde funcionavam departamentos do Governo.

Após a "lição" dada ao Governo Federal dos EUA, o sobrevivencialista é condenado por conspiração, uso de arma de destruição massiva, destruição através de explosivos e oito assassinatos.

Às 7h14 do dia 1 de Junho de 2001 é executado o primeiro prisioneiro a nível federal, desde há 38 anos.

Os EUA são um dos países onde mais se executa a pena de morte, sendo a única grande democracia a fazê-lo.

Paradoxo este, pois os EUA são um dos países fundadores de uma instituição designada Organização das Nações Unidas, e também Membro Permanente do Conselho de Segurança, com direito de veto. Instituição essa que elaborou a Declaração Universal dos Direitos do Homem que proclama, no seu artigo 3º, o direito à vida.
Fontes: